Não gosto da ideia de separar a vida em caixas. Para mim, pesquisa, ensino, corrida e música fazem parte da mesma forma de enxergar o mundo: construir algo que faça sentido e que permaneça.
Acredito que quase tudo o que vale a pena exige tempo. Ideias amadurecem. Pessoas evoluem. Projetos ganham forma aos poucos. É nesse intervalo, entre a intenção e o resultado, que encontro mais interesse.
Pesquisa e ensino
Sou professor universitário e pesquisador na área de contabilidade e gestão. Meu trabalho concentra-se em temas ligados à governança, aos sistemas de controle gerencial, à inovação e ao cooperativismo, sempre com interesse em compreender como organizações aprendem, se adaptam e constroem capacidades ao longo do tempo.
Vejo a universidade como um espaço de investigação, mas também de formação. Gosto da pesquisa porque ela permite fazer perguntas melhores. Gosto da docência porque ela obriga essas perguntas a serem explicadas de forma clara.
Escrever artigos, orientar estudantes e desenvolver projetos são maneiras diferentes de perseguir o mesmo objetivo: produzir conhecimento que tenha utilidade além da publicação.
Disciplina
Foi na corrida de longa distância que aprendi algumas das lições mais úteis da minha vida.
Treinar nem sempre significa melhorar imediatamente. Às vezes significa desacelerar, ajustar a rota ou recomeçar depois de uma lesão. Descobri que consistência não é nunca falhar; é continuar construindo mesmo quando o caminho muda.
Levei essa ideia para outras áreas da vida. Hoje acredito mais em processos repetidos do que em grandes momentos de inspiração.
Música
No projeto THV, encontro um espaço diferente para explorar a criatividade.
Gosto de pesquisar repertórios, descobrir conexões entre estilos e construir sets que contem uma história. O interesse não está apenas nas músicas, mas na forma como elas conversam entre si. É um trabalho de seleção, ritmo e narrativa.
Talvez seja por isso que a música nunca tenha parecido distante da pesquisa. Em ambas, começo fazendo perguntas, procuro relações que nem sempre são óbvias e tento organizar elementos dispersos até que façam sentido como um conjunto.
O que conecta tudo isso
Tenho curiosidade por entender como pessoas, organizações e ideias evoluem ao longo do tempo.
É essa curiosidade que me leva a estudar, ensinar, correr e tocar. São atividades diferentes, mas todas exigem atenção aos detalhes, disposição para aprender continuamente e paciência para aceitar que os melhores resultados raramente aparecem de forma imediata.
No fim, acredito que uma boa carreira, uma boa pesquisa, uma maratona e um bom set têm algo em comum: nenhum deles é construído em um único dia.
Se você chegou até aqui, convido a explorar o restante do blog. Aqui compartilho pesquisas, reflexões, projetos e outros interesses que fazem parte da minha trajetória.
