O livro aborda que o homem não é dotado plenamente pela razão, capaz de conter os instintos e as emoções, que avalia de forma objetiva as situações e escolhe a alternativa mais vantajosa. Em diversos estudos conduzidos, sobretudo, pelo Daniel Kanheman (autor do livro), mostraram o quanto que a crença é ilusória e como, na realidade, todos os indivíduos estão expostos as influências que podem minar a capacidade de julgar e agir com clareza.
O livro descreve o funcionamento da mente como uma interação desajeitada entre dois personagens fictícios: o sistema 1 (automático) e o sistema 2 (laborioso). Nossos pensamentos e ações são rotineiramente guiados pelo sistema 1 e em geral estão corretos. O sistema 2 articula julgamentos e faz escolhas, mas com frequência endossa ou racionaliza ideias e sentimentos que foram gerados pelo sistema 1.
Contudo, o sistema 1, empenhado na busca de resposta para uma questão, simultaneamente gera as respostas para as questões relacionadas, e talvez forneça uma resposta que vem mais facilmente à cabeça em substituição à que era exigida.
Trechos que destaco:
| “o modo apropriado de extrair informação de um grupo não é começando com uma discussão pública, mas colhendo confidencialmente o parecer de cada um” | “regras simples estatísticas são superiores a julgamentos clínicos intuitivos” |
| “as pessoas muitas vezes assumem projetos arriscados porque ficam excessivamente otimistas em relação às probabilidades que enfrentam” | “indivíduos otimistas, suas decisões fazem diferença, eles são os inventores, os empresários, os líderes políticos e militares” |
| “quando uma dona de casa furiosa bate a porta na sua cara, o pensamento de que ‘era uma mulherzinha horrível’ é claramente superior a ‘sou um vendedor ruim’’ | “somos mais impelidos mais fortemente a evitar perdas do que a obter ganhos.” |
| “a aversão ao fracasso de não atingir a meta é muito mais forte do que o desejo de superá-la” | “percebi que não me sentia à vontade parando ao lado de um ônibus no sinal vermelho.” |
| “a perturbação emocional é associativa, automática e descontrolada, e produz um impulso por medidas de proteção.” | “os tomadores de decisão propensos ao enquadramento estreito desenvolvem uma preferência toda vez que enfrentam uma escolha arriscada.” |
| “um Econ perceberia que o ingresso já havia sido pago e não podia ser devolvido. Seu custo está afundado” | “a falácia do custo afundado mantém as pessoas por tempo demais em empregos ruins, casamentos infelizes e projetos de pesquisa pouco prometedores” |
| “não devemos nos surpreender: perdas evocam sentimentos negativos mais fortes do que custos” | “exclusivamente às regras da racionalidade que devem governar as utilidades de decisão, não tem absolutamente nada a dizer sobre experiências hedônicas” |
| “é assim que o eu recordativo funciona: ele compõe histórias e as retém para futura referência”; | “em muitos casos avaliamos as férias turísticas pela história e as lembranças que esperamos armazenar.”; |
| “você prefere devotar suas férias inteiras à construção de lembranças; será que não é melhor pôr a câmera de lado e aproveitar o momento, mesmo que não seja tão inesquecível assim?”; | “o modo mais fácil de aumentar a felicidade é controlar seu uso do tempo. Você consegue achar mais tempo para fazer as coisas de que gosta?” |

Amei seu trabalho. Aprendir muito sobre esses assuntos focados na resenha em questao.
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Olá, José. Obrigado pelo comentário.
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