Responda e/ou divulgue a pesquisa com torcedores do Vitória

Prezado (a), tudo bem? Desejo que sim.

Contamos com a sua ajuda para responder este questionário (ou encaminhando para os conhecidos), que é direcionado a torcedores do Esporte Clube Vitória.

O objetivo do nosso estudo é analisar a influência do patrocínio sobre o consumo de bens e serviços do Esporte Clube Vitória. Destacamos que os dados obtidos serão tratados e analisados de forma estritamente confidencial e os resultados somente serão apresentados de forma agregada sem identificação do respondente.

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Link: https://forms.gle/V8Try1pMfpBcSqF7A

O que estimula o endividamento dos jogadores profissionais de futebol?

A aposentadoria do jogador profissional de futebol é uma realidade inevitável que todos os atletas enfrentarão. Logo, são obrigados a planejar sua aposentadoria do esporte ainda jovens, visto que sua carreira no esporte profissional é curta. Em alguns casos, especialmente os jogadores que disputam as principais ligas nacionais e continentais, recebem altos valores salariais e outros rendimentos, mesmo que tenham pouco entendimento sobre o planejamento financeiro.

Em virtude disso, geralmente, realizam o consumo de bens e serviços acima do que é necessário, até mesmo da totalidade dos rendimentos mensais, o que pode fazer com que surja na vida deste jogador a figura do endividamento. A partir dessa discussão, realizamos um estudo recente para verificar os fatores que estimulam o endividamento de jogadores profissionais de futebol.

O propósito deste estudo foi perceber a importância do planejamento financeiro para os jogadores de futebol. Além desse propósito, tivemos como intenção em analisar quais características pessoais que estão relacionadas ao seu nível de endividamento. Dessa forma, realizamos o contato com jogadores que atuam em diferentes times que estão presentes em diversas ligas (nacionais e regionais) no Brasil e no exterior por meio das redes sociais Facebook e Instragram.

Enviamos uma mensagem privada aos jogadores, a qual explicava o intuito da pesquisa e o convidava para participar. Caso o jogador aceitasse participar, ele respondia um questionário por meio de um link armazenado na plataforma Google Docs. Dos jogadores de futebol convidados a participar da pesquisa, 45 aceitaram o convite. Destas respostas, apenas, 38 eram válidas, pois 7 não apresentavam informações sobre a renda mensal, o que impossibilitou a análise.

O questionário foi composto por 23 questões que tiveram como finalidade captar 4 características que poderiam ser exercidas pelos jogadores: (i) poder e prestígio, (ii) sensibilidade ao preço, (iii) ansiedade e (iv) atitude com cartão de crédito, complementado por mais duas questões, referentes ao nível de propensão ao endividamento.

Assim, podemos verificar se quando os jogadores exercem estas características pode ter impacto no nível desses profissionais se endividarem. Vale lembrar que nem todos os jogadores possuem o mesmo nível de endividamento e, para isso, realizamos a análise do impacto destas características desde os níveis mais baixos até os mais altos de endividamento dos jogadores.

Após a coleta e análise de dados, observamos que os resultados evidenciaram que o poder e prestígio, atitude com cartão de crédito e ansiedade estimulam o endividamento dos jogadores profissionais de futebol. A partir desse resultado, entendemos que quando os jogadores de futebol praticam o exercício do poder e prestígio faz com que haja o aumento da propensão ao endividamento dos mesmos a se endividarem financeiramente. Entendemos que essa evidência pode implicar negativamente no planejamento financeiro pessoal, em particular, na aposentadoria.

A partir dessas evidências, podemos concluir que o apoio, do setor de gestão de pessoas dos clubes de futebol, conselheiros, família, como também cursos, é fundamental para lidar com as finanças dos jogadores. Destacamos que a sensação do poder e prestígio pode influenciar o endividamento e que alguns jogadores gozam dessa posição.

Isso requer equilíbrio e consciência para não gastar em excesso, além de que os jogadores, devem, também, atentar-se a ansiedade, uma vez conduzir para o aumento do nível de endividamento. Ademais, ressaltamos que o resultado do estudo discute a necessidade de gestão das finanças ao longo da carreira, ao saber que a atividade termina em um período curto e que deve pensar, de forma contínua, no seu pós-carreira.

Recomendamos, ainda, que os jogadores de futebol procurem os serviços de um profissional da área de contabilidade, como consultor financeiro, além de buscar um programa intensivo para se educarem sobre orçamento, como administrar um negócio, entre outros. Isso permitirá que planejem uma situação financeira sustentável ao se aposentar ou para ser uma forma de auxiliar na transição de mudança de carreira.

*O artigo resultante da pesquisa foi publicado na Revista Mineira de Contabilidade. Pode ser acessado na integra por meio desse link:
https://revista.crcmg.org.br/index.php?journal=rmc&page=article&op=view&path%5B%5D=1076

*A pesquisa é fruto da colaboração entre Thiago Bruno de Jesus Silva, doutorando em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Allison Manoel de Sousa, doutorando em Contabilidade pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Rengel, doutorando em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A CONTABILIDADE ESTIMULA OU INIBE O SENTIMENTO DE EMPODERAMENTO E A CRIATIVIDADE?

A discussão atual explica que a contabilidade, por meio dos mecanismos do controle gerencial, pode ter influência no sentimento de empoderamento e na criatividade. A psicologia social entende que a liberdade, oferecida no trabalho, permite a criatividade do indivíduo e a rigidez nos controles pode impedir o seu pensamento criativo. Contudo, a contabilidade entende que a forma como o controle é percebido pode afetar as suas ações.

O empoderamento é conceituado como a sensação que o funcionário desfruta de escolha na execução do seu trabalho. Os mecanismos do controle gerencial oferecem essa sensação no momento que as escolhas e expectativas dos gestores possam orientar os seus esforços. Assim, a criatividade (produção de ideias novas e úteis) é induzida pelo empoderamento e os sentimentos de propriedade e controle sobre o seu próprio trabalho.

As percepções de empoderamento motivam a experimentar novas maneiras de realizar seu trabalho, o que pode resultar em comportamentos criativos. A forma de uso do orçamento, por exemplo, cria um ambiente que é caracterizado pelo controle e pela liberdade dentro de limites estipulados.

Esse orçamento pode ter a utilidade para monitorar o alcance e realização da meta e os objetivos estratégicos. Essa forma de uso impõe restrições e limites para alinhar os funcionários aos objetivos organizacionais. De forma simultânea, o orçamento pode ser utilizado para novas oportunidades e incentivar a inovação. Essa forma de uso tem maior probabilidade em incentivar a implementação de ideias criativas e iniciativas estratégicas voltadas ao futuro.

O uso do orçamento para garantir que a organização esteja no caminho da meta e dos objetivos estratégicos, pode conduzir o empoderamento e a criatividade. Os limites e as restrições podem ser compreendidos como desafiadores, e os gestores necessitem de alternativas criativas para melhorar o desempenho e atingir as metas organizacionais. Ou seja, estabelecer meta pode encorajar a resolução de problemas e a experimentação.

Por outro lado, o mesmo orçamento permite a troca de informações em um ambiente que os indivíduos são incentivados a desafiar o status quo, participar de debates e diálogos e descobrir soluções criativas. Nesse cenário, pode apoiar os indivíduos a pensar soluções incomuns e abordagens fora do padrão.

No contexto apresentado, a contabilidade, por meio dos mecanismos do controle gerencial, estimula o sentimento de empoderamento e a criatividade. Percebe-se que pode facilitar no mesmo momento que restringe o comportamento que vai de encontro a meta e ao objetivo estratégico da organização.

** Este artigo teve a colaboração do Cristian Baú Dal Magro, Diretor do Grupo Contamais Serviços Contábeis e Assessoria, Professor da Unochapecó, Doutor em Administração e Contabilidade pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb)

REFERÊNCIAS

SILVA, T. B. J.; DAL MAGRO, C. B.; FERLA, R.; LAVARDA, C. E. F. DIFFERENT WAYS OF USING THE BUDGET AFFECT THE EMPOWERMENT AND CREATIVITY OF MANAGERS?. In: 43rd Annual Congress of the European Accounting Association, 2020, Bucharest, Romania.

SILVA, T. B. J.; LAVARDA, C. E. F. Dualidade Entre Criatividade E Controle: Evidência Das Funções Do Orçamento. In: XIX USP International Conference in Accounting, 2019, São Paulo, SP.