COMUNICADO

Portaria 395 de 13/07/2021 – Redistribuição para UFRB

Minha nova casa é a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Estou muito feliz pela oportunidade em trabalhar na minha região de origem. No novo desafio, vou continuar a desempenhar a minha atividade com maior zelo e profissionalismo.

Além disso, continuar aprendendo e a disposição do ensino, extensão e pesquisa. Seguirei a missão da UFRB “formar cidadãos criativos, empreendedores e inovadores, contribuindo para o desenvolvimento social, tecnológico e sustentável, promovendo a inclusão e valorizando as culturas locais”.

Em tempo, minha eterna gratidão a todos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Em especial, aos colegas e alunos da FACE. DISPARADO, o melhor ambiente de trabalho que já tive. Muita tranquilidade e companheirismo com meus colegas de trabalho. Muito obrigado por isso, pela oportunidade de aprendizado, crescimento pessoal e profissional que foram/são importantes para ter chegado até aqui.

Thiago Bruno De Jesus Silva

8 DICAS PARA PROMOVER A SUA PESQUISA

Promover o artigo de sua pesquisa pode ajudá-lo a aumentar o seu impacto como pesquisador. Além disso, pode encorajar seus colegas a usar seu trabalho e desenvolver a reputação profissional. 

Existem muitas ferramentas e abordagens diferentes para fazer isso, então aqui estão algumas ideias para você começar:

1 – Use a mídia social para promover seu artigo

Cada vez mais, os pesquisadores estão se voltando para os canais sociais para ajudar a compartilhar suas pesquisas. Como uma primeira etapa, verifique para ver qual plataforma seus colegas e leitores pretendidos estão usando e se engajando mais – você não precisa estar ativo em todos os canais. Aqui estão algumas dicas rápidas para promover seu artigo em algumas das principais plataformas de mídia social (Twitter, Facebook e LinkedIn):

Anuncie seu trabalho publicado juntamente com o link do seu artigo. Identifique coautores, editor, financiador e instituição, e qualquer outra pessoa que você ache que possa estar interessada em seu artigo. Para o Twitter, você pode postar várias vezes por dia, enquanto o Facebook e o LinkedIn uma vez por dia é o ideal.

Inclua hashtags que seu público-alvo usa. Faça uma pequena pesquisa no Twitter com antecedência para encontrar as melhores. Isso fará com que seu tweet seja parte de uma conversa maior, o que significa que você pode atingir um público ainda mais amplo para sua pesquisa. Se você participa de um evento, use a hashtag do evento para discutir as ideias levantadas, bem como para fazer conexões durante e depois dela.

Considere incluir uma imagem, gif ou vídeo relevante e envolvente para representar seu artigo, pois isso pode tornar as postagens mais atraentes e incentivar as pessoas a ler e clicar. 

Evite jargões técnicos e traduza sua pesquisa em poucas frases que o público em geral possa entender.

2 – Junte-se a uma rede de compartilhamento de pesquisa acadêmica

Há uma variedade de sites de compartilhamento e rede de pesquisa que muitos pesquisadores aproveitam para compartilhar suas pesquisas e aumentar seu perfil. Alguns dos mais comuns com os quais você deve estar familiarizado são ResearchGate, Mendeley, Academia.edu e Loop.

3 – Crie um perfil do Google Scholar

O Google Scholar é um mecanismo de pesquisa popular para encontrar literatura acadêmica, portanto, adicionar seus artigos e publicações ao seu perfil do Google Scholar pode ajudar a atrair leitores de seu trabalho. Certifique-se de tornar seu perfil ‘público’.

4 – Escreva uma postagem no blog

Aprimore suas habilidades de escrita ao desenvolver um artigo ou processo de pensamento em uma postagem de blog breve e legível (ao mesmo tempo em que impulsiona o impacto de seu trabalho).

5 – Crie um resumo de vídeo

Um resumo em vídeo permite que você apresente seu artigo aos leitores com suas próprias palavras, que informa por que devem ler a pesquisa.

Esses vídeos curtos (três minutos ou menos) são publicados junto com o resumo do texto e são uma forma cada vez mais popular de fazer com que outras pessoas se envolvam com a pesquisa publicada, o que aumenta a visibilidade do seu trabalho.

6 – Apresente seu trabalho em um evento

Participar e apresentar-se em eventos pode ajudar a tornar outros pesquisadores mais cientes de seu trabalho. 

7 – Inclua o seu artigo na assinatura do seu e-mail

Por que não incluir um link para sua pesquisa em sua assinatura de e-mail, o que alerta a todos para quem você envia seu artigo mais recente? É provável que muitas das pessoas com quem você contacta profissionalmente estejam trabalhando nas mesmas áreas ou em áreas semelhantes. 

8 – Páginas dos sites institucionais e/ou departamentais

Muita gente navegando nos sites institucionais e departamentais do seu trabalho? Use isso a seu favor, ao adicionar um link na página de perfil do seu departamento, o que direciona as pessoas para o seu artigo mais recente.

REFERÊNCIAS

How to promote your research article
https://authorservices.taylorandfrancis.com/research-impact/#
How to write an academic blog post
https://authorservices.taylorandfrancis.com/research-impact/how-to-write-an-academic-blog-post/

A ESTRATÉGIA E USO DOS SISTEMAS DE CONTROLE GERENCIAL EM COOPERATIVAS

A estratégia (comportamento estratégico) oferece explicação de como as organizações se comportam em seu ambiente, de como respondem aos problemas e como buscam soluções 1. Nesse contexto, discutimos duas estratégias (prospectora e defensora) propostas por Miles e Snow em 1978 2.

A estratégia prospectora se caracteriza pela busca acentuada de mercado e inovação de produtos e processos; a defensora corresponde a domínios restritos de mercado e produtos, o que possibilita maior atenção à eficiência 3. Dessa forma, ambas estão em extremos opostos.

A relação entre essas estratégias e o Sistema Controle Gerencial (SCG) é uma preocupação na literatura da contabilidade gerencial. Os Sistemas de Controle Gerencial consistem em mecanismos que fornecem informações para manter ou modificar os padrões da gestão organizacional. Simons, em 1995, apresentou um Modelo (Alavancas) de SCG, formado pelo Sistema de Crenças, de Restrições, Diagnóstico e Interativo. 4

O sistema de crenças, conjunto explícito de definições que os gestores comunicam e reforçam sistematicamente para fornecer valores básicos, propósito e direção à organização. Sistema de restrições, indica regras e limites de comportamento aceitos na organização. Sistema diagnóstico, busca motivar os funcionários a realizar e alinhar seu comportamento aos objetivos organizacionais. Sistema interativo proporciona o diálogo ativo entre os membros da organização com vistas na discussão das formas de posicionamento estratégico. 5

A integração das quatro é essencial no controle da estratégia, visto que seu poder não reside em como cada uma é usada individualmente. O estudo apresenta evidências de que esses SCGs se combinam para organizações que operam em diferentes contextos estratégicos.6 Buscamos entender as especificidades das cooperativas como elemento diferenciador da relação.

Resumindo a história

O objetivo deste estudo consistiu em identificar as combinações dos sistemas de controle gerencial usadas em diferentes comportamentos estratégicos adotados por 100 cooperativas agroindustriais do setor lácteo da região Sul do Brasil.  Como resultado, as essas cooperativas usam diferentes combinações de controle de acordo com o comportamento estratégico adotado.

As cooperativas com comportamento estratégico defensor usam principais práticas dos sistemas de controle diagnóstico, que compreendem controles contábeis, combinadas com sistemas de limites, que envolvem preocupação com a estratégia e riscos comportamentais para que sejam reconhecidos e abordados nos seus códigos de conduta por domínios restritos de mercado e produtos, com maior atenção à eficiência.

As cooperativas com comportamento prospector, usam de forma preponderante práticas dos sistemas de limites, que implica controle rígido para assegurar eficiência, e práticas dos sistemas de controle interativo (central), que buscam explorar novos produtos e oportunidades, e que são frequentemente combinadas com outras práticas, de modo que fazem varredura do ambiente para identificar novas áreas e desenvolver mecanismos para impedir que concorrentes adentrem em seu território

 Contribuição para o campo prático

As cooperativas agroindustriais pesquisadas precisam ser competitivas para enfrentar os desafios que se apresentam e responder às mudanças na estrutura e no cenário da concorrência para manter sua posição no mercado. O estudo propicia informações relevantes sobre o processo de gestão com vistas na continuidade dos negócios, já que os sistemas de controle gerencial fornecem informações que permitem a coordenação das atividades.

Desta forma, as evidências dessa pesquisa podem contribuir para que os gestores compreendam qual combinação dos Sistemas de Controle Gerencial é mais adequado ao comportamento estratégico adotado pela cooperativa.

*A pesquisa é fruto da colaboração entre Thiago Bruno de Jesus Silva, Professor do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); Ilse Maria Beuren, Professora do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Januário José Monteiro, Doutorando em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e Carlos Eduardo Facin Lavarda, Professor do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)*

*O artigo resultante da pesquisa será publicado na Review of Business Management. Se você tiver alguma dúvida sobre a publicação, não hesite em nos contatar.*

REFERÊNCIAS

1 – Chan, A.T., Ngai, E.W., & Moon, K.K. (2017). The effects of strategic and manufacturing flexibilities and supply chain agility on firm performance in the fashion industry. European Journal of Operational Research259(2), 486-499.

2 – Miles, R.E., Snow, C.C., Meyer, A.D., & Coleman Jr, H.J. (1978). Organizational strategy, structure, and process. Academy of Management Review, 3(3), 546-562.

3 – Walker, R.M. (2013). Strategic management and performance in public organizations: findings from the Miles and Snow framework. Public Administration Review73(5), 675-685.

4 – Simons, R. (1995). Levers of control: How managers use innovative control systems to drive strategic renewal. Harvard Business School, Boston.

5 – Widener, S.K. (2007). An empirical analysis of the levers of control framework. Accounting, Organizations and Society, 32(7-8), 757-788.

6 – Müller-Stewens, B., Widener, S.K., Möller, K., & Steinmann, J.C. (2019). The role of diagnostic and interactive control uses in innovation. Accounting, Organizations and Society, Article in press 101078.